"Relembrando os passos que demos nas noites de verão perdidas. Eu as conheci a seu lado, relembrando os passos que demos quando conhecemos mundos distantes. Indo atrás enquanto as estrelas estão caindo."
Retrace, por Anberlin
Eu as vezes fico pensando porque estou aqui. Nada faz sentido, nada me mostra a razão. Minha mãe, meus irmãos, meu padastro, todos longe de mim. Gostaria de deixar bem claro que não estou reclamando da vida que tenho -- não, não, de forma alguma. De fato, gosto muito dela. Mas as vezes bate aquele medo, aquela responsabilidade. Minhas mãos enfraquecem, meu estômago congela, meu coração pula, meus olhos ficam fracos. Meus amigos que deixei para trás foi como perder uma braço ou uma perna. Eu não funciono tão perfeitamente como antes. Tá certo que eu conheci pessoas novas, mas não justifica. Eles, só eles, poderão completar esse vazio preenchido pela distância. Vai chegando nos finais de semanas eu me recordo muito bem a minha rotina. Eu adorava fazer as coisas pra minha mãe só pra ela deixar eu sair com os amigos. E agente saia para um McDonalds, ficávamos ali mesmo, tomando um chá gelado, e a vida era perfeita. Ou as vezes saíamos gritando na rua como loucos livres, simplesmente expressando nossa liberdade. Nossa vitória. Era tão simples, porém me fazia tão bem.

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